
Passamos anos a partir o coração, não admira que cada vez mais os enfartes sejam a principal causa de morte, mesmo nos mais novos.
O amor está doente, os valores trocados, começamos por ter os filhos, ou pelo básico: umas quecas em que deixamos arrastar a 'relação' até assumir o compromisso de namorar porque na realidade só ao fim de umas semanas (até mesmo meses) de quecas é se saberá se afinal estamos ou não apaixonados.
Já para ara não falar que já não se acredita em casamento, nem nos valores do amor, das relações que tão facilmente se desmancham porque não se luta não se acredita ,ou porque se quer acreditar mas achamos que o outro lado está distraído.
... Será que afinal a historia do Peter Pan um dia mais tarde será contada aos nossos netos substituindo o 'não acredito em fadas ' por 'não acredito no amor'? é que eu diria que tal como acontece nesta historia em que cada vez que alguma criança profere a frase morre uma fada, e a ideia que tenho hoje em dia é que cada vez que algum ser humano profere ou faz um acto descrente no amor, na paixão, na saudade, este morre um pouco mais, estando claramente a definhar...
E pior é que quando chegamos a uma certa idade julgamo-nos imunes, de tantas ‘pancadas’ e desilusões que o amor nos deu, ou então que deixarão de acontecer porque vamos encontrar A pessoa, ou vamos ser apenas uns playboys o resto da vida porque somos lindos e fantásticos, e tudo o que queremos são boas quecas, um prazer imediato sem medo de nos magoar… E o resto?
… bom o resto… não existe…
Então para que queremos o que não existe?? Que grande confusão vai na nossas cabeças e no coração do mundo!
Se Morreu o romance, a paixão? Se isso acontecer posso garantir que parte do meu coração também morre aqui hoje.
