Sentada na cadeira, saboreio o final de tarde num só trago. Gosto desta hora mágica.
O único barulho que oiço é do movimento frenético do meus dedos a tocar no teclado, e dos motores dos carros de pessoas que regressam a casa depois de um dia de trabalho.
Por vezes questionou me sobre o poder do meu teclado, se o autor desta obra ele ou eu?
Sinto mais uma vez aquela presença, estás ai eu sei, tens estado ao logo destes últimos anos. Sinto bem por isso não sei quem és, ou se te conheci, mas és alguém em quem posso confiar tudo, visto que de tudo sabes.
Sorrio num momento de lucidez, e digo em voz alta:
- Está ai alguém?
Mas continuo a sentir me observada. Tocas me todo o meu corpo estremece num misto de medo e de conforto. Porque com os teus olhares já estou familiarizada, mas o teu toque é novo, ou tem um novo sentido. Digo olhando te, mesmo sem te ver:
- Tu vigias todos os meus passos e assim vai ser até ao final dos meus dias, esteja ou estiver tu vais me acompanhar.
Oiço um claro sim como resposta. È ela, quer se mostrar mas não pode mais que isto, compreendo, ainda bem que aqui estás a quebrar a minha solidão.
domingo, setembro 12, 2004
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

1 comentário:
há presenças que duram a eternidade, porque não deixamos que elas morram.
Enviar um comentário