segunda-feira, setembro 13, 2004


gaivotas em terra tempestade no mar... Posted by Hello

domingo, setembro 12, 2004

A alguém...

Sentada na cadeira, saboreio o final de tarde num só trago. Gosto desta hora mágica.
O único barulho que oiço é do movimento frenético do meus dedos a tocar no teclado, e dos motores dos carros de pessoas que regressam a casa depois de um dia de trabalho.
Por vezes questionou me sobre o poder do meu teclado, se o autor desta obra ele ou eu?
Sinto mais uma vez aquela presença, estás ai eu sei, tens estado ao logo destes últimos anos. Sinto bem por isso não sei quem és, ou se te conheci, mas és alguém em quem posso confiar tudo, visto que de tudo sabes.
Sorrio num momento de lucidez, e digo em voz alta:

- Está ai alguém?

Mas continuo a sentir me observada. Tocas me todo o meu corpo estremece num misto de medo e de conforto. Porque com os teus olhares já estou familiarizada, mas o teu toque é novo, ou tem um novo sentido. Digo olhando te, mesmo sem te ver:

- Tu vigias todos os meus passos e assim vai ser até ao final dos meus dias, esteja ou estiver tu vais me acompanhar.

Oiço um claro sim como resposta. È ela, quer se mostrar mas não pode mais que isto, compreendo, ainda bem que aqui estás a quebrar a minha solidão.

Delírio de uma noite

Perdida , sobre vigilância da lua, vagueio pelas ruas. Oiço uma voz ,que me sussurra num tom de desafio.

- Se te eu te concedesse um desejo o que escolherias? Fortuna? Fama? Saúde? Amor?

Sem pensar muito respondi.

- Pedia para que tu concebesses um milagre a cada pessoa neste planeta ao longo da sua vida.

Soltou uma gargalhada.

- E para ti? Afinal é a ti que te concedo esse desejo.

- Para mim, seria um eterno desejo, renovado em cada desejo realizado. E assim serei plenamente feliz.

A voz fez troça de mim , sacrificavas te pelo os outros e não recebias nada em troca! Patética.
O homem é de natureza ingrata e nunca te agradecerá o que fizeres por ele.
Respondi.

- Não faço isto só por eles ,faço principalmente por aqueles que amam, sofrem e que lutem para mudar as coisas e que apelidados de loucos sonhadores.

quinta-feira, setembro 09, 2004

Simplesmente diferente!

Olhei pela janela de minha casa, tudo estava especial.
Pensei hoje é Diferente! Uma alegria subiu pelo meu corpo, a muito tempo que esperava este dia.
Apressada saltei para a banheira. Dei por mim vestida, debaixo do chuveiro, adorei a sensação deixei me esta. Afinal não fazia mal hoje tudo, era normal, era o dia em que nada era estranho, éramos livres.
Na rua em vez do sol, vi o céu coberto de balões coloridos, pensei para mim é normal.
Andei no meio de Lisboa, descalça pois queria sentir o chão e o ritmo da terra, da cidade onde nasci.
Conforme percorria as ruas cruzava me com crianças sorridentes e sonhadoras de balões em punho, Lisboa estava viva, alias viva como nunca tinha estado, sem a sua habitual multidão robotizada, para o seu dia-a-dia seres vazios sem cor.
Senti me bem a respirar aquele ar colorido, saboreie a liberdade sem de olhares de censura, longe das conversas banais e do próprio burburinho destas. Só eu e a cidade. Que alivio!
Suspirei. E senti o meu corpo a desfalecer, cai sobre a calçada e ai fiquei chorei, rir, cantei aprendi ao escutar o ritmo da cidade.
Acordei deitada na minha cama. Fria, sorri de tristeza, olhando a janela afinal aquele dia nunca tinha acontecido.

terça-feira, setembro 07, 2004

Clinicamente morta

Hoje quando me deitei na almofada deixei de ouvir o meu coração, estranhei sempre o ouvi era aquele momento do dia em que tínhamos as nossas conversas, esperava sempre a sua resposta até adormecer. Mas esta noite era diferente, tudo estava diferente, comecei a ficar preocupada mas nem assim sentia o seu batimento.
Sentei me na cama tentei sentir o pulso mas também não consegui, o medo da verdade apoderava-se mas nem assim tu batias! Para onde fostes?
Corri para o hospital, corri para ouvir a tua batida. Mas nem os mais sofisticados aparelhos te detectaram. Tornava-me aos poucos uma atracção " a menina sem coração"médicos por todo lado, fios por todo lado e nada. Ninguém me explicava o que se passava, para onde fostes?
Clinicamente fui dada como morta...sensação estranha como estaria viva sem ti?
De volta a casa...vasculhei tudo. Gavetas, armários...tudo até que olhei para debaixo da minha cama e encontrei te! Estavas com medo, sozinho num canto, peguei -te com cuidado, rasguei o meu peito e voltas-te para o teu lugar.
E assim ficamos para sempre, sem mais ninguém nos incomodar.

Vento

Sentei me a tua frente. Não percebo o que me dizes? Estou confusa. Porque essa necessidade? Os nossos planos? Não te lembras da primeira vez que te descobri? As nossas estrelas? Senti me enganada mais uma vez...Afinal cada coisa têm o seu lugar, e porque o que não existe, é porque não pode mesmo existir.
Olhei te...parece incrível todos aqueles poderes que tínhamos juntos...estavam a esmorecer, toda aquela luz que vinha dentro de ti, simplesmente apagou-se...E agora na escuridão do meu quarto não a vejo...magoas -te!
Não sei se te odeio, ou se te amo... Estou confusa nunca pensei ser tão difícil descobri vida num objecto inanimado...Sim era o que eu era...E era assim que eu queira ficar! Devias me ter deixado quando te pedi...
Culpas me só com esse teu olhar, e talvez estejas certo fui que não consegui resistir aos teus rodeios...E resolvi parar de fingir que era indiferente.
Mas no inicio tudo era louco, era uma febre que queimava tudo aquilo em que eu tocava, tudo o criava ficava com esse brilho que vivia em mim...e agora? Como serei eu?
Sai! Do meu quarto, da minha roupa, da minha memoria e ate das tuas fotografias! Não te quero! Ou talvez não deva querer te tanto...Mais tarde ou mais cedo isto iria acontecer, é melhor assim!
Sai mas leva a chave contigo...
No fundo tenho uma esperança secreta...
Contudo a minha racionalidade não me o deixa admitir...
Fujo de tudo aquilo que me lembra o teu cheiro, o teu toque mas até quanto vou eu fugir?
Até o teu fantasma voltar a minha Alma.
E se servir para te sentires melhor, realmente tens razão a culpa de tudo isto é minha...Afinal TU foste escolhido por mim...Para aproxima terei mais cuidado! Com a janela que abro...
segue o rasto...

domingo, setembro 05, 2004

o que se esconde a caminho do sol?

Voamos como pássaros, naquela tarde...O sol guiávamos e indicávamos o caminho de casa, mas ambos sabíamos que ali tudo era nosso...e quando chegássemos a terra seria tudo diferente...
Ali comandava-mos tudo! Era donos do nosso futuro e dos nossos sonhos!
Tudo era incrivelmente límpido, ali sobre as águas do mar e com a cabeça nas nuvens, ali ensinas -te -me a ser eu, a amar sem pedir nada me troca, a não ter medo do futuro.obrigada...
Mas como será quando já não existir este nosso mundo? Quando este nosso segredo vir a tona de água e se tornar banal?
Da tua alma não ouvi resposta para estas minhas perguntas...comecei a achar que tudo isto para ti não passava de um recordar de emoções, como um filme antigo rescrito como o mesmo guião...
Chorei sem saber como seria descer dá li sem me magoar...era tarde demais, para me poder arrepender...já tinha conhecido novos lugares e tinha tido novas experiencias...Resolvi descer pela escada do céu, por saltar dali seria muito perigoso...a queda seria fatal...quantos, não teriam saltado? O que é feito deles? Ninguém sabe... talvez tivessem sido salvos por fadas. E viveriam agora felizes...
Então de propósito o meu pé escorregou dá escada...

linhas............

Desde pequena que ela tinha um problema! Nunca conseguira escrever um único texto num pedaço de papel, ñ interessava a qualidade do papel ou a origem deste, ela simplesmente não o conseguia fazer. Sempre que era aula de redacção escrita ela ficava surpreendentemente doente ou adormecia...Este episódios repetiam-se vezes sem conta na sua historia, ela simplesmente não o consegui fazer como se uma força se apodera-se da sua cabeça e a mergulha-se nas linhas do papel, de onde ela se perdia num labirinto cinzento e branco, ou o silêncio é o dono de tudo...De repente começa a suar e tudo se torna estranho como de outra dimensão se trata-se, entrava naquele transe só dela e de lá não consegue sair...
Passa horas se preciso e nada, até que desmaia sem forças sobre a folha...E mais uma vez desiste! Vezes sem conta desistiu na sua vida! Porque rapariga? Para que te esconderes nesses labirintos?
Sê forte! Tu consegues!

sábado, setembro 04, 2004

Um, dois, experiencia? Tal alguém ai?
Boa noite Lisboa, acaba de ser criado mais um blogue de produção caseira e para consumo caseiro:)
Espero que gostem deste cantinho de Net onde eu posso dar assas aos meus sonhos, meus fantasmas e a minha vida:)

Bem vindo Willkommen Welcome